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Projeto de Fundações Superficiais em Palmas: Sapata e Radier com Análise do Solo Local

Juntos resolvemos os desafios do amanhã.

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A perfuratriz do ensaio SPT começa a girar sobre o terreno avermelhado do Plano Diretor de Palmas. O martelo de 65 kg cai em queda livre, cravando o amostrador no solo laterítico que predomina na capital do Tocantins. A cada 15 cm de penetração anotamos o número de golpes — e é justamente nesses primeiros metros que se define o projeto de fundações superficiais. Em Palmas, onde a crosta laterizada pode enganar até engenheiros experientes, a investigação geotécnica próxima à cota de apoio é o que separa uma sapata bem dimensionada de um recalque diferencial. Nosso laboratório segue a ABNT NBR 6122:2019 para projetos de fundação e a NBR 6484:2020 para a execução das sondagens, combinando o conhecimento do perfil de intemperismo típico do cerrado tocantinense com métodos de cálculo consagrados por Terzaghi e Meyerhof.

Em Palmas, a presença de crosta laterizada superficial permite tensões admissíveis acima de 200 kPa, mas a variabilidade lateral do solo exige investigação criteriosa em cada lote.

Abordagem e escopo

O clima tropical com estação seca prolongada de Palmas impõe um regime de umidade muito particular ao solo de fundação. Durante a estiagem, entre maio e setembro, as argilas lateríticas sofrem contração volumétrica significativa; nas chuvas de verão, expandem rapidamente. Esse ciclo de umedecimento e secagem altera a consistência do material de apoio e exige que a tensão admissível da sapata seja definida para a condição mais desfavorável. Utilizamos correlações locais entre o índice de resistência à penetração (NSPT) e a pressão de pré-adensamento para calibrar os parâmetros de resistência. Em terrenos com camada de cascalho laterítico (couraça ferruginosa) a menos de 2 metros de profundidade — cenário comum nas quadras da região central — a solução frequentemente recai sobre sapatas apoiadas diretamente nesse horizonte competente, dispensando escavações mais profundas. Para terrenos com perfil mais heterogêneo, o dimensionamento de um radier sobre base compactada costuma apresentar melhor relação custo-benefício.
Projeto de Fundações Superficiais em Palmas: Sapata e Radier com Análise do Solo Local
Imagem técnica de referência — Palmas

Considerações locais

Em uma obra na Avenida Teotônio Segurado, um edifício comercial de 6 pavimentos apresentou recalque diferencial de 4 cm antes mesmo da conclusão da estrutura. A causa: o projetista adotou a tensão admissível do furo de sondagem mais favorável, ignorando que a 30 metros de distância a camada de cascalho laterítico desaparecia, dando lugar a uma argila siltosa mole. O prejuízo com reforço estrutural e injeção de calda de cimento ultrapassou o custo que teria uma campanha de sondagem complementar. Em Palmas, a geomorfologia de chapadas e planícies aluviais do Rio Tocantins gera contrastes de subsolo em curtas distâncias — a falha mais comum é subinvestir na investigação geotécnica. A ABNT NBR 6122:2019 exige no mínimo um furo de sondagem para cada 200 m² de projeção, mas recomendamos que em lotes de esquina com histórico de aterro essa densidade seja dobrada.

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Dados técnicos

ParâmetroValor típico
Tensão admissível típica (solo laterítico)150 a 300 kPa
Profundidade de assentamento (sapatas)1,0 a 2,5 m
Norma de projeto e execuçãoABNT NBR 6122:2019
Sondagem de referênciaSPT (NBR 6484:2020)
Fator de segurança global ao cisalhamento≥ 3,0 (sapatas)
Recalque total admissível (areias lateríticas)≤ 25 mm
Recalque diferencial admissível (sapatas)≤ 15 mm

Serviços técnicos vinculados

01

Dimensionamento de Sapatas

Definição da geometria, cota de apoio e armadura de sapatas isoladas, corridas e associadas com base nos boletins de sondagem SPT executados no lote. Verificação ao tombamento, deslizamento e capacidade de carga pelo método de Terzaghi com fatores de forma e profundidade.

02

Projeto de Radier

Dimensionamento de radier nervurado ou protendido para solos com baixa capacidade de suporte ou elevada variabilidade lateral. Análise de interação solo-estrutura com módulo de reação vertical calibrado por prova de carga direta conforme NBR 14571.

Normas de referência

ABNT NBR 6122:2019 — Projeto e Execução de Fundações, ABNT NBR 6484:2020 — Sondagem de Simples Reconhecimento com SPT, ABNT NBR 14571:2020 — Prova de Carga em Placa

Perguntas comuns

Quanto custa o projeto de fundações superficiais em Palmas?

O valor de um projeto completo de fundações superficiais em Palmas, incluindo cálculo de sapatas ou radier e emissão de ART, varia entre R$4.020 e R$6.830. O custo final depende da área de projeção da edificação, da quantidade de furos de sondagem e do número de elementos de fundação a detalhar.

Em que tipo de solo de Palmas posso usar fundação superficial?

Em Palmas, a crosta laterítica que cobre as chapadas é o horizonte ideal para fundações superficiais — apresenta NSPT crescente com a profundidade e comportamento de solo sobreadensado. Já nas áreas de planície aluvial próximas ao lago, a presença de areias fofas e argilas moles saturadas exige avaliação criteriosa: sapatas só são viáveis se houver uma camada competente a menos de 3 metros de profundidade.

Qual a profundidade mínima para apoiar uma sapata em Palmas?

A ABNT NBR 6122:2019 estabelece 1,5 metro como profundidade mínima de apoio para sapatas, mas em Palmas o critério técnico predominante é apoiar a base da sapata dentro da camada de solo laterítico maduro, que geralmente se encontra entre 1,0 e 2,5 metros. O bulbo de tensões deve ficar integralmente dentro desse horizonte competente, e a profundidade exata é definida furo a furo com base no perfil de sondagem SPT.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Palmas e arredores. Mais info.

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