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Ensaio SPT em Palmas: Investigação Geotécnica para Fundações Seguras

Juntos resolvemos os desafios do amanhã.

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Quem atua com construção em Palmas sabe que o solo da capital tocantinense reserva surpresas. A cidade, implantada sobre uma extensa planície com altitudes que variam entre 200 e 300 metros, apresenta perfis de solo residual jovem e concreções lateríticas típicas do Cerrado. O ensaio SPT executado por quem conhece essas particularidades locais não apenas mede a resistência à penetração: ele traduz o comportamento do terreno antes que a obra comece. Enquanto a equipe de perfuração avança metro a metro, os valores de NSPT obtidos revelam a transição entre a camada superficial laterizada e o solo saprolítico subjacente, informação que define desde o tipo de fundação até a profundidade de assentamento. Em uma região onde a sazonalidade hídrica do lençol freático altera significativamente as propriedades do solo entre a seca e as chuvas, complementamos a investigação com o ensaio CPT quando o projeto exige um perfil estratigráfico contínuo e sem amolgamento da amostra.

O perfil laterítico de Palmas exige interpretação experiente do NSPT: valores elevados nos primeiros metros podem mascarar zonas de solo mole em profundidade.

Abordagem e escopo

A execução do ensaio SPT em Palmas segue rigorosamente os procedimentos da ABNT NBR 6484:2020, adaptando a campanha de sondagem às condições de acesso e ao relevo plano característico da cidade. Utilizamos um martelo padronizado de 65 kg com queda livre de 75 cm, registrando o número de golpes necessários para cada avanço de 30 cm do amostrador padrão tipo Raymond. A cada metro perfurado, coletamos amostras indeformadas que são imediatamente acondicionadas para preservar a umidade natural, um cuidado essencial em solos tropicais cuja estrutura pode colapsar rapidamente quando desidratada. O laboratório onde processamos as amostras é acreditado pela Cgcre conforme a ISO 17025, assegurando a rastreabilidade metrológica dos resultados. Para projetos de pavimentação na região sul da cidade, onde a espessura da crosta laterítica é determinante, o ensaio CBR viário complementa a investigação do subleito com parâmetros de resistência à penetração específicos para dimensionamento de pavimentos flexíveis.
Ensaio SPT em Palmas: Investigação Geotécnica para Fundações Seguras
Imagem técnica de referência — Palmas

Considerações locais

Uma construtora que executava um edifício de 8 pavimentos na região da Avenida Teotônio Segurado iniciou a obra com apenas três furos de SPT espaçados de forma irregular. Aos 5 metros de profundidade, o NSPT caiu de 18 para 4 golpes em uma lente de solo colapsível não detectada nos furos iniciais. O recalque diferencial que se seguiu exigiu reforço emergencial das sapatas com estacas escavadas, elevando o custo da fundação em mais de 40%. Esse caso real ilustra o perigo de uma campanha de investigação subdimensionada: a NBR 8036 estabelece o número mínimo de sondagens em função da área projetada, mas em Palmas a heterogeneidade lateral das concreções lateríticas frequentemente demanda uma densidade de furos maior do que a mínima normativa. Quando o perfil de sondagem indica solo potencialmente colapsível, o projeto de estabilidade de taludes deve considerar a perda de sucção matricial durante o período chuvoso, um gatilho clássico de ruptura em cortes na região do Plano Diretor.

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Dados técnicos

ParâmetroValor típico
Norma técnica aplicávelABNT NBR 6484:2020
Peso do martelo65 kg
Altura de queda livre75 cm
Amostrador padrãoTipo Raymond (split spoon)
Diâmetro de perfuração2,5 pol (63,5 mm)
Registro de golpesA cada 30 cm de penetração
Profundidade típica em Palmas12 a 20 m (variável conforme NBR 6122)
Parâmetro obtidoÍndice NSPT (resistência à penetração)

Serviços técnicos vinculados

01

Sondagem SPT com relatório técnico

Execução de furos de sondagem conforme NBR 6484, com determinação do NSPT metro a metro, coleta de amostras e classificação tátil-visual expedita. O relatório inclui perfil individual de cada furo e seções geológico-geotécnicas interpretativas do subsolo de Palmas.

02

Ensaios complementares de laboratório

Análise granulométrica por peneiramento e sedimentação, determinação dos limites de Atterberg e ensaio de compactação Proctor Normal, executados em laboratório acreditado conforme ISO 17025, para correlacionar os valores de NSPT com parâmetros de resistência e deformabilidade.

Normas de referência

ABNT NBR 6484:2020 – Solo – Sondagem de simples reconhecimento com SPT, ABNT NBR 6122:2019 – Projeto e execução de fundações, ABNT NBR 8036 – Programação de sondagens de simples reconhecimento dos solos para fundações de edifícios

Perguntas comuns

Qual é o preço de um ensaio SPT em Palmas?

O investimento para uma sondagem SPT em Palmas varia entre R$1.180 e R$1.670 por furo, considerando uma profundidade típica de 12 a 15 metros. O valor final depende da profundura total, do número de furos definidos no plano de sondagem e das condições de acesso ao terreno. Empreendimentos com área construída maior que 1.200 m², conforme a NBR 8036, exigem no mínimo três furos, o que posiciona o orçamento da campanha completa na faixa de R$3.540 a R$5.010.

Quantos furos de SPT são necessários para meu projeto em Palmas?

A NBR 8036 define o número mínimo de furos em função da área de projeção da edificação. Para construções de até 200 m², dois furos são o mínimo; entre 200 e 1.200 m², três furos; acima de 1.200 m², um furo a cada 400 m² adicionais. No entanto, a variabilidade do solo laterítico de Palmas frequentemente recomenda uma densidade maior do que a mínima normativa para capturar lentes de solo colapsível intercaladas na crosta laterítica.

Qual a profundidade que o ensaio SPT precisa atingir em Palmas?

A profundidade da sondagem é determinada pelo bulbo de tensões da fundação, seguindo o critério da NBR 6122:2019. Em termos práticos, o furo deve avançar até a cota onde a tensão vertical efetiva transmitida pela fundação seja menor que 10% da tensão geostática original. Na região central de Palmas, isso geralmente corresponde a profundidades entre 12 e 18 metros para edifícios de múltiplos pavimentos, mas pode ser maior se o perfil indicar solo mole abaixo da crosta laterítica.

O ensaio SPT detecta o nível do lençol freático em Palmas?

Sim. Durante a perfuração, registramos a profundidade do nível d'água ao final de cada jornada de trabalho e após 24 horas de estabilização, conforme exige a NBR 6484. Em Palmas, o lençol freático pode oscilar vários metros entre o período seco (maio a setembro) e o chuvoso (outubro a abril), e essa variação sazonal deve ser considerada no projeto de fundações e contenções.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Palmas e arredores.

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